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Lula diz estar aberto a conversas com Trump: "Aceitamos negociação e não imposição"

Declaração à CNN Internacional corrobora mensagem de carta aos EUA para negociar tarifa de 50%. Petista também falou sobre guerra entre Israel e Hamas e questionou papel da ONU
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 17/07/2025 17:47

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou estar aberto a conversar com a Casa Branca para negociar tarifa de 50% a produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos.

O líder brasileiro concedeu entrevista à âncora Christiane Amanpour, da CNN norte-americana, nesta quinta-feira (17/7).

"O Brasil deve cuidar do Brasil e cuidar do povo brasileiro.

O Brasil não aceitará nada que lhe seja imposto.

Aceitamos negociação e não imposição”, afirmou o petista.

A fala do presidente corrobora a mensagem da carta enviada ontem (16) pelo governo brasileiro ao presidente dos Estados Unidos.

Na entrevista, o presidente também questionou o que chamou de esforços do mundo por "gastos militares" e "guerras".

Extrema-direita

Durante conversas sobre negociações entre o Brasil e os Estados Unidos, o presidente brasileiro ainda classificou que o líder da Casa Branca, Donald Trump, não é de "extrema-direita".

"Não vejo o presidente Trump como um presidente de extrema-direita.

Vejo como o presidente dos EUA.

Ele foi eleito pelo povo americano.

Não interessa se eu gosto dele ou não, em termos de ideologia.

O que interessa é que ele é o presidente dos EUA e eu sou o presidente do Brasil.

Então a melhor coisa é nós sentarmos em uma mesa e conversa", pontuou.

Guerras e negociações

Ainda na entrevista, Lula questionou gastos com armamentos militares e cobrou ação do Conselho de Segurança da Organização Internacional das Nações Unidas (ONU), no combate a guerras como o conflito entre Israel e Hamas.

"Alguém pede o cessar-fogo (no conflito Israel e Hamas) e, no dia seguinte, o Netanyahu mata mais mulheres e crianças lá.

Agora, ele acabou de matar crianças que estavam tentando pegar comida, não armas", comentou.

"O que o Conselho de Segurança (da ONU) está fazendo agora?

Os membros plenos do Conselho de Segurança, o que estão fazendo?

Eles não resolvem nada. Quem eles estão ouvindo?

Com quem estão conversando?", questionou o presidente.