Marcos do Val dribla STF e diz que viajou para os EUA com passaporte diplomático
A conta do parlamentar no Instagram está bloqueada no Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, mas pode ser acessada do exterior
- Categoria: Geral
- Publicação: 25/07/2025 09:55
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) disse nesta quinta-feira, 24, que está nos Estados Unidos.
A viagem representa um drible ao Supremo Tribunal Federal (STF), que bloqueou seu passaporte em agosto do ano passado.
Em seu perfil no Instagram, o parlamentar declarou que utilizou passaporte diplomático para conseguir entrar no país governado por Donald Trump.
A conta de Do Val na rede social está bloqueada no Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, mas pode ser acessada do exterior. A viagem foi publicada inicialmente pelo portal UOL.
Na foto que acompanha a publicação, o senador pelo Espírito Santo aparece segurando o passaporte diplomático brasileiro, que tem a cor vermelha, e na outra mão um passaporte similar ao utilizado por cidadãos americanos.
"Hoje estou aqui, nos Estados Unidos", escreveu o senador.
"Na mesma semana em que Alexandre de Moraes teve seu visto suspenso pelo governo americano — um fato que trará graves consequências diplomáticas e pessoais para ele e sua família — os Estados Unidos tomaram outra atitude.
Reconheceram, reafirmaram e ampliaram minha função diplomática.
E mais: me acolheram oficialmente como cidadão americano", continuou Do Val.
O Estadão não conseguiu confirmar a informação de que ele teve a cidadania reconhecida pelo governo americano.
Marcos do Val teve o passaporte retido pelo STF na Operação Disque 100 sob a suspeita de integrar um grupo que promovia ataques nas redes sociais contra agentes da Polícia Federal que atuam em inquéritos junto ao STF.
Na ocasião, Moraes determinou a prisão preventiva dos blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, mas as ordens não foram cumpridas por eles viverem nos Estados Unidos e na Espanha, respectivamente.
A decisão sobre Do Val foi confirmada pela Primeira Turma do STF em fevereiro.
Desde então, ele recorreu duas vezes ao colegiado na tentativa de reaver o documento, mas ambos os pedidos foram negados - o último deles em março.
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