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Carla Zambelli é presa na Itália após inclusão na lista vermelha da Interpol

Parlamentar foi condenada pelos crimes de invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de dados falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 29/07/2025 17:13

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa nesta terça-feira (29/7) na Itália, após ser condenada a mais de 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informou o Ministério da Justiça.

A parlamentar foi considerada culpada  pelos crimes de invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de dados falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão.

"Carla Zambelli está em uma casa em Roma.

Dei o endereço à polícia, e a polícia já identificou Zambelli", disse o deputado italiano Angelo Bonelli em postagem no X (antigo Twitter), às 16h45 desta terça-feira (29/7).

O governo brasileiro já havia iniciado os trâmites para sua extradição.

O gabinete do ministro Alexandre de Moraes havia enviado ao Ministério da Justiça o pedido formal para que Zambelli fosse trazida de volta ao país e cumpra a pena em território nacional.

Fuga do Brasil

A condenação de Zambelli foi confirmada poucos dias após ela anunciar publicamente que deixaria o Brasil para se estabelecer na Europa e evitar a prisão.

A deputada deixou o país pela fronteira com a Argentina, seguiu para os Estados Unidos e, de lá, viajou para a Itália, onde foi localizada.

A Polícia Federal solicitou a inclusão do nome da parlamentar na lista de difusão vermelha da Interpol, alerta internacional para foragidos.

O pedido foi aceito, permitindo que Zambelli fosse detida fora do Brasil com o apoio de autoridades estrangeiras.

Atualmente, ela está licenciada do mandato.

Durante esse período, será substituída na Câmara pelo deputado Coronel Tadeu (PL-SP).

Mandato cassado

Na esfera legislativa, a Câmara dos Deputados também se prepara para cumprir a decisão judicial.

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a cassação do mandato de Zambelli será declarada diretamente, sem necessidade de votação em plenário.

“O tratamento será regimental: cumprimento da decisão do STF.

Não há outra alternativa.

O processo foi concluído e a condenação determinada”, afirmou Motta em evento realizado em São Paulo.

“Quando o STF conclui o julgamento, não cabe à Presidência da Câmara submeter a decisão ao plenário.

A sentença deve ser cumprida”, concluiu.