Ordem de prisão de Bolsonaro é "várzea", diz Nikolas Ferreira
Deputado questionou crime cometido por Jair Bolsonaro; Moraes determinou prisão por descumprir decisão
- Categoria: Geral
- Publicação: 04/08/2025 19:25
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou como “várzea” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O deputado questionou o crime cometido pelo político.
“Prisão domiciliar decretada de Jair Bolsonaro por Moraes.
Motivo:
Corrupção? Rachadinha?
Desvio de bilhões? Roubou o INSS? Não.
Seus filhos postaram conteúdo dele nas redes sociais.
Que várzea!”, disse o parlamentar.
Na decisão, Moraes disse que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas a ele, como a de utilizar redes sociais por meio de terceiros.
O motivo foi uma publicação, feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que mostra o ex-presidente falando a apoiadores que foram às ruas no domingo (3).
“O flagrante desrespeito às medidas cautelares foi tão óbvio que, repita-se, o próprio filho do réu, o senador Flávio Nantes Bolsonaro, decidiu remover a postagem realizada em seu perfil, na rede social Instagram, com a finalidade de omitir a transgressão legal”, escreveu o ministro.
Moraes também citou Nikolas Ferreira na decisão.
Disse que Bolsonaro realizou chamada de vídeo com o deputado “demonstrando desrespeito à decisão” proferida pelo Supremo Tribunal Federal, “em razão do claro objetivo de endossar o tema da manifestação de ataques ao Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
Moraes citou, em sua decisão, que o ex-presidente já havia descumprido a decisão em 21 de julho, quando falou com jornalistas na Câmara dos Deputados.
Nos dias seguintes, o ministro se manifestou sobre o descumprimento.
Decidiu não punir Bolsonaro, mas prometeu que um novo descumprimento ensejaria prisão imediata.
“Conforme tenho afirmado reiteradamente, a Justiça é cega, mas não é tola.
A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico.
A Justiça é igual para todos.
O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares — pela segunda vez — deve sofrer as consequências legais”, pontuou Moraes.
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