Notícias

Lula planta uva no Alvorada e critica tarifas: 'Não adianta Trump taxar' A uva é um dos produtos atingidos pelas taxas de Trump.

Segundo Lula, a produção da fruta pode ser redirecionada para a merenda escolar
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 17/08/2025 19:26

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou vídeo nas redes sociais em que planta uvas no Palácio do Alvorada, residência oficial do chefe do Executivo brasileiro.

O petista utilizou a gravação, divulgada no fim da noite de sábado (16/8), para enviar uma série de recados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs tarifa de 50% sobre algumas exportações brasileiras.


A uva é um dos produtos atingidos pela medida.

Segundo o presidente, a produção da fruta pode ser redirecionada para a merenda escolar.

A gestão petista pretende comprar alimentos que seriam exportados para os EUA, mas perderam competitividade, para utilizá-los em programas sociais.

"Não adianta o presidente Trump taxar nossa uva.

Se necessário, ela vai para a merenda escolar", disse o petista, ajoelhado no gramado do Alvorada e com as mãos sujas de terra.

A variedade escolhida foi a uva Vitória.

Lula declarou esperar que um dia Trump visite o Palácio do Alvorada e conheça o "Brasil verdadeiro", pois os brasileiros gostam de "todo mundo", incluindo os Estados Unidos e países como Rússia, China e Venezuela.

"Agora, isso aqui é um exemplo.

Estou plantando comida, e não plantando violência e plantando ódio.

Eu espero que um dia a gente possa conversar, presidente Trump, para o senhor aprender a qualidade do povo brasileiro", disse o presidente brasileiro.

Lula e Trump têm trocado provocações pela imprensa desde que o americano impôs o tarifaço ao Brasil no mês passado.

Na quinta-feira (14/8), Trump disse que o Brasil tem sido um "parceiro comercial terrível" e que promove uma "execução política" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), prestes a ser julgado pela acusação de ter liderado uma tentativa de golpe após a eleição de 2022.

Ele voltou a declarar que conhece Bolsonaro e que o político brasileiro seria "um homem honesto".

Em uma nova rodada de sanções, o governo dos Estados Unidos cancelou na semana passada os vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), de sua esposa e da filha de 10 anos do petista.

A mesma medida já havia sido aplicada ao secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde Mozart Júlio Tabosa Sales, e de Alberto Kleiman, um ex-funcionário do governo brasileiro.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chefe da diplomacia do governo Donald Trump, citou o programa "Mais Médicos" como razão para as medidas contra Sales e Kleiman.

O programa foi criado no governo de Dilma Rousseff para suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil.

A pasta da Saúde era chefiada por Padilha na época da criação do programa.

https://youtu.be/kR08yj5Jd8M?si=33r0Y7XNC3FfE7BIhttps://youtu.be/kR08yj5Jd8M?si=33r0Y7XNC3FfE7BI