PL e MDB recuam e PEC da Blindagem perde força na Câmara
Líder Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse que não se sacrificará para beneficiar grupo de parlamentares que é contra a medida; Isnaldo Bulhões (MDB-AL) também sinalizou desembarque
- Categoria: Geral
- Publicação: 28/08/2025 19:24
A negociação intensa na quarta-feira (27/8) em torno da proposta de emenda à Constituição (PEC) das prerrogativas a PEC da Blindagem não resolveu o impasse em torno do texto e hoje (28) dois dos principais líderes partidários da Câmara anunciaram um recuo no apoio à proposta: Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL), que juntos lideram 128 dos 513 deputados.
Sóstenes e a bancada do PL defendiam publicamente a aprovação da proposta até ontem. Alguns deputados do partido chegaram a dizer que a aprovação do texto era importante porque pavimentaria o caminho para a anistia aos golpistas do 8 de janeiro.
Nesta quinta, no entanto, o parlamentar disse que o partido deixará de ser um protagonista nas articulações pela proposta.
“Se algum outro partido quiser (levar o tema adiante), nós vamos ser coadjuvantes, não seremos mais protagonistas nessa PEC”, disse o líder em entrevista à GloboNews.
O motivo é a falta de apoio de outros líderes à proposta. Para Sóstenes, a proposta beneficiaria todos os parlamentares da Câmara e do Senado.
Por isso, não faria sentido apenas o PL trabalhar por um consenso se parte dos colegas é contra o texto.
“Eu acho que alguns partidos e alguns colegas porque isso é um benefício para todos os 513 deputados e para os senadores preferem se acovardar”, disse.
“Eu não vou ficar querendo ajudar 513 e 81 quando dentro desses tem gente que acha que fortalecer prerrogativa é um desserviço.
Eu não vou ficar me sacrificando em detrimento de alguns que não querem”, completou o líder partidário.
Sem acordo
A expectativa era de que a PEC fosse votada na quarta-feira, segundo o que foi definido em uma reunião de líderes na terça-feira (26).
O combinado era que o relator, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), entregasse seu parecer ainda na manhã de ontem.
As negociações, no entanto, duraram o dia inteiro.
À noite, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-MG), reuniu líderes na Residência Oficial da Casa para tentar bater o martelo sobre o tema e votar a PEC.
Com a falta de acordo sobre o assunto, Lafayette de Andrada voltou a Minas Gerais, onde deve passar o fim de semana, segundo apurou o Correio.
Só retornará às negociações em Brasília na próxima semana.
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