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"Lei é para ser aplicada igualmente a todos", diz Cármen Lúcia

Em julgamento da trama golpista, Cármen Lúcia inicia voto em tom descontraído
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 11/09/2025 15:41

O julgamento da tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) teve momentos de leveza nesta quarta-feira (11/9), em meio às discussões densas.

A ministra Cármen Lúcia protagonizou passagens de descontração ao interagir com os colegas de Corte, especialmente com o ministro Flávio Dino.

Durante a sessão, Dino pediu a palavra e foi prontamente autorizado.

"Todos!

Desde que rápido.

Nós mulheres ficamos caladas, temos o direito de falar", respondeu a ministra, em tom enfático. Em seguida, completou: "Está no regimento."


O episódio contrasta com a postura adotada na véspera pelo ministro Luiz Fux, que declarou não conceder apartes enquanto apresentava seu voto, justificando que não gostaria de ser interrompido "para não perder o fio da meada".

Já Cármen adotou um caminho diferente.

Quando Dino voltou a interrompê-la, a ministra reafirmou sua disposição:

"Concedo todos [os apartes], desde que rápidos, porque nós mulheres ficamos 2.000 anos caladas e queremos ter o direito de falar."

Entre uma fala e outra, o clima de bom humor persistiu.

Ao anunciar que passaria à leitura de seu voto, a ministra explicou que havia levado o texto em papel, mas não seguiria cada linha.

Dino não perdeu a chance de brincar:

"Mas o voto é eletrônico no Brasil."

A magistrada ainda revelou a extensão de sua análise.

"Eu escrevi 396 páginas, mas não vou ler, vou ler um resumo, não se preocupem", disse.

E completou, reforçando o espírito de abertura ao debate:

"O debate faz parte dos julgamentos, tenho o maior gosto em ouvir.

Eu sou da prosa." https://youtube.com/playlist?list=PLgyCfRLM8HwbWCa8eMesWbxfNis_K16Hv&si=PWeYZoJMOImKTQKM