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"Julgamento da trama golpista" STF marca para 14 de outubro julgamento de núcleo 4

Segundo a denúncia, grupo coordenava a disseminação de notícias falsas sobre o processo eleitoral brasileiro
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 24/09/2025 18:03

O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, marcou para 14, 15, 21 e 22 de outubro o julgamento dos sete réus integrantes do núcleo 4 da trama golpista.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo atuava para disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas nas redes sociais, como parte da estratégia para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.


Os réus são:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); 
  • Ângelo Martins Denicoli (major da reserva); 
  • Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente); 
  • Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel); 
  • Reginaldo Vieira de Abreu (coronel); 
  • Marcelo Araújo Bormevet (policial federal); 
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).

  • Nos dias 14 e 21, serão realizadas sessões pela manhã, das 9h às 12h, e à tarde, das 14h às 18h. Para 15 e 22, as sessões serão apenas pela manhã, das 9h às 12h.
  • Os magistrados deverão decidir pela condenação ou absolvição dos acusados.

  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reiterou que o grupo da desinformação monitorou e realizou “ataques virtuais” para um “plano maior de ruptura com a ordem democrática”.

  • A PGR afirmou que os sete integrantes do núcleo agiram de maneira coordenada com o núcleo central da organização criminosa.

  • O objetivo era produzir e espalhar informações mentirosas para enfraquecer as instituições democráticas perante a população.

  • Eles são acusados de produção de notícias falsas sobre o sistema eleitoral, ataque virtual a autoridades e de motivarem a presença de apoiadores de Bolsonaro nos atos golpistas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

  • Também é citado o suposto uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a prática de crimes, pois alguns dos réus estavam lotados no órgão à época dos fatos investigados.

  • Os envolvidos respondem por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

  • Os núcleos dois e três ainda cumprem etapas obrigatórias, como depoimentos de testemunhas e interrogatórios dos acusados.

  • Bolsonaro condenado.

  • Em 11 de setembro, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

  • Essa é a primeira vez na história em que um ex-chefe do Executivo é punido por crimes contra a democracia.

  • Outros sete aliados da alta cúpula de seu governo também foram condenados. 

Os ministros julgaram o chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe. Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), os envolvidos atuaram para desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques a instituições democráticas e articular medidas de exceção.

Além de Bolsonaro, foram condenados o tenente-coronel Mauro Cid (2 anos de prisão), o general Walter Braga Netto (26 anos), os ex-ministros Augusto Heleno (21 anos de prisão), Paulo Sérgio Nogueira (19  anos de prisão), Anderson Torres (24 anos de prisão); além do deputado federal Alexandre Ramagem (16, 1 mês e 15 dias); e do ex-comandante da Marinha Almir Garnier  (24 anos de prisão). https://youtube.com/playlist?list=PLgyCfRLM8HwbWCa8eMesWbxfNis_K16Hv&si=jbicsm8YoOL4FLz4