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Planalto diz que diálogo entre Lula e Trump foi "cordial e produtivo"

Presidente brasileiro pede Donald Trump a retirada de sobretaxas sobre produtos brasileiros e convida líder norte-americano para COP30, em Belém
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 06/10/2025 13:37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na manhã desta segunda-feira (6/10), uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O telefonema, que durou cerca de 30 minutos, marcou o primeiro contato direto entre os dois líderes desde o reencontro em Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), e foi descrito por fontes do Palácio do Planalto como “cordial e produtivo”.


Conforme a nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) após a reunião, Lula classificou a conversa como uma oportunidade de “restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.

O comunicado do Planalto informou ainda que o presidente brasileiro destacou que o diálogo simboliza um recomeço diplomático entre os dois países, após anos de tensões comerciais e políticas.

Durante o telefonema, Lula reforçou que o Brasil é um dos três países do G20 -- grupo das 19 maiores economias desenvolvidas e emergentes do planeta mais a União Europeia  com os quais os Estados Unidos mantêm superavit na balança de bens e serviços.

Ele ainda aproveitou o momento para solicitar a retirada da sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros e a revisão das medidas restritivas impostas a autoridades do país que entrou em vigor no dia 6 de agosto.

Antes, o imposto de importação aplicado desde março, após a posse de Trump, era de 10% . 

O republicano, por sua vez, demonstrou disposição em avançar nas tratativas e designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

De acordo com o Planalto, os dois líderes manifestaram a intenção de realizar um encontro presencial “em breve”.

Lula sugeriu que o diálogo ocorra à margem da próxima Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, e reiterou o convite para que Trump participe da COP 30, que será realizada em Belém, no início de novembro. 

O presidente brasileiro também se disse disposto a visitar Washington para dar continuidade às tratativas.

Em um gesto de aproximação pessoal, Lula e Trump trocaram contatos telefônicos para manter uma via direta de comunicação entre os dois.

Do lado brasileiro, acompanharam a conversa o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira, Fernando Haddad (Fazenda e Sidônio Palmeira (Secom), além do assessor especial da Presidência, Celso Amorim.

O diálogo ocorre em um momento em que o governo brasileiro busca fortalecer laços comerciais e políticos com grandes economias, num cenário global de reconfiguração de alianças.

A expectativa do Planalto é de que a reaproximação com Washington contribua para destravar barreiras comerciais e ampliar o intercâmbio tecnológico e energético entre os dois países.

Embora ainda não haja confirmação oficial sobre o encontro presencial entre Lula e Trump, auxiliares do Planalto avaliam que o telefonema representa um “gesto significativo” de retomada da confiança mútua.

O tom amistoso da conversa também foi interpretado como um indicativo de que ambos os líderes desejam inaugurar uma nova fase nas relações bilaterais. https://youtube.com/playlist?list=PLgyCfRLM8HwbWCa8eMesWbxfNis_K16Hv&si=H1yzMYyKMDYe9r_b