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Prisão de Bolsonaro, Damares teme prisão e diz que ele "não é preso comum"

Senadora afirmou que o ex-presidente faz uso de diversos medicamentos e, por isso, não poderia ser encaminhado a uma prisão comum
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 04/11/2025 15:08

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou nesta terça-feira (4/11) estar preocupada com a possibilidade de o ex-presidente Jair Bolsonaro cumprir pena em regime fechado.

Condenado a 27 anos e três meses por participação na trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições de 2022, Bolsonaro aguarda julgamento dos recursos apresentados por sua defesa, que serão analisados na próxima semana pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).


O julgamento deve definir se o ex-presidente seguirá em prisão domiciliar ou iniciará o cumprimento da pena em regime fechado, no Complexo da Papuda, em Brasília.

Segundo ela, o ex-mandatário enfrenta problemas de saúde sérios e não teria condições físicas de permanecer encarcerado, já que precisa tomar muitos medicamentos diariamente.

“Ele não é um preso comum.

É um homem que tentaram matar. Já tentaram matar ele publicamente.

Todo mundo sabe disso.

Então a gente não está falando de um preso qualquer”, declarou.

A parlamentar defendeu que Bolsonaro deve receber tratamento diferenciado, por ainda sofrer sequelas da facada que levou durante a campanha de 2018, além de estar em tratamento contra um câncer de pele.

“O intestino dele é um intestino de mais de 70 anos, extremamente machucado.

O presidente Bolsonaro não ficará bem enjaulado.

Quando eu o visitei, eu vi uma caixa grande cheia de remédios, que ele precisa tomar diariamente”, acrescentou.

O Supremo vai avaliar se Bolsonaro cumprirá a pena em uma cela no Complexo da Papuda que, segundo informações, já estaria pronta para recebê-lo ou em uma sala especial na sede da Polícia Federal (PF), também em Brasília.

De acordo com a PF, já foi reservado um espaço no presídio destinado a detentos com prerrogativa de cargo, no mesmo bloco que abrigou deputados, doleiros e empresários em outras operações.

A sala segue os parâmetros legais previstos para esse tipo de custódia, com estrutura semelhante à concedida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua prisão na Operação Lava Jato

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