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PF precisa dobrar efetivo para atender demandas, diz diretor-geral Andrei Rodrigues

Em audiência na CPI do Crime Organizado, dirigente aponta insuficiência de pessoal e critica proposta que pode reduzir recursos da corporação
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 18/11/2025 15:43

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (18/11) que o atual efetivo da corporação e o orçamento disponível não são suficientes para responder às demandas crescentes enfrentadas pela instituição.

Durante a audiência na CPI do Crime Organizado, ele destacou que a PF conta hoje com menos de 13 mil policiais e cerca de 2 mil servidores administrativos.

Um concurso com 1 mil vagas já foi autorizado pelo governo federal.


Rodrigues explicou que a corporação conduz um estudo técnico para estimar a necessidade real de pessoal.

Segundo ele, o chamado “dimensionamento da força de trabalho” vai permitir projetar o efetivo ideal.

“Nossa equipe está fazendo esse levantamento para termos um cenário claro das demandas.

Entendemos que é preciso ampliar o quadro para garantir eficiência e segurança jurídica”, afirmou.

O diretor-geral também criticou pontos do relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) sobre o PL Antifacção, enviado pelo Ministério da Justiça.

Ele disse que, mesmo após alterações feitas pelo relator, permanecem trechos que podem gerar conflitos entre legislações e prejudicar investigações federais.

“Há risco de confusão processual, troca de competências e nulidades, o que, em vez de fortalecer o combate ao crime organizado, pode enfraquecê-lo”, alertou.

Outro ponto de preocupação é a possível retirada de recursos de fundos que financiam ações da PF, como o Funapol, o Fundo Nacional de Segurança Pública e o fundo antidrogas.

Andrei Rodrigues afirmou que a corporação busca justamente ampliar seu orçamento hoje em R$ 1,8 bilhão para reforçar investimentos.

Ele avaliou que, além de mais verbas, a instituição precisaria dobrar o número de servidores para atender plenamente às demandas nacionais.

O diretor-geral também ressaltou que a tramitação acelerada do relatório preocupa autoridades do setor.

Em menos de uma semana, Derrite apresentou quatro versões do parecer, o que levou a críticas de parlamentares e de integrantes do governo.

Para Rodrigues, um projeto dessa relevância exige amplo debate com sociedade civil, Ministério Público, Judiciário e forças policiais. https://youtu.be/swecumHJ6ZI?si=rPfvyQdj8Wh1fwbC