Tarcísio reage à prisão de Bolsonaro: "Injustiça"
Governador de São Paulo classifica a decisão de "injustiça" e critica retirada do ex-presidente de casa. Manifestação reforça sua posição como liderança mais forte do campo conservador caso Bolsonaro continue preso
- Categoria: Geral
- Publicação: 22/11/2025 14:14
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reagiu à prisão preventiva de Jair Bolsonaro e divulgou uma nota em que critica a decisão do ministro Alexandre de Moraes.
No comunicado divulgado nas redes sociais, Tarcísio afirma que o ex-presidente tem enfrentado “todos os ataques e todas as injustiças com a firmeza e a coragem de poucos” e considera “irresponsável” a retirada de Bolsonaro de casa, citando seu estado de saúde e laudos médicos que, segundo ele, teriam sido desconsiderados.
Para o governador, a prisão atenta contra “o princípio da dignidade humana” e representa mais um episódio de perseguição contra o ex-presidente.
Ele afirma que Bolsonaro é inocente e que “o tempo mostrará”, encerrando a nota com a promessa de seguir “lutando para que essa injustiça seja reparada o quanto antes”.
A manifestação, embora centrada na defesa do ex-presidente, tem impacto direto no cenário político.
Com Bolsonaro impedido de atuar plenamente e agora preso preventivamente, Tarcísio se consolida como a figura mais forte da direita nacional.
Seu posicionamento imediato, firme e organizado reforça a leitura de que ele é hoje o nome com maior capacidade de liderança dentro do campo conservador caso Bolsonaro não seja solto nos próximos dias.
Procurado pelo Correio, o governo paulista não ampliou o conteúdo da nota.
Entenda a prisão
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22/11), na casa dele, no Jardim Botânico, em Brasília.
Ele está detido agora na Superintendência da Polícia Federal, no Setor Policial Sul, onde aguarda audiência de custódia, marcada para este domingo.
A prisão é preventiva, sem prazo determinado, e foi solicitada pela Polícia Federalao Supremo Tribunal Federal (STF).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com o pedido.
A prisão preventiva de Bolsonaro não tem relação direta com a condenação na trama golpista, mas, sim, com a quebra reiterada de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo os investigadores, o ex-presidente mexeu na tornozeleira eletrônica às 0h08 deste sábado, violou regras de monitoramento, manteve contatos proibidos e estimulou movimentações políticas mesmo sob restrições. https://youtu.be/8nfkC7AOBt8?si=GZbocEf7wNXLQu6g
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