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Garotinho acusa Cláudio Castro de comandar estrutura criminosa no Rio

Em depoimento à CPI do Crime Organizado, ex-governador afirma que corrupção estaria concentrada nas secretarias estaduais
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 16/12/2025 17:15

Em depoimento à CPI do Crime Organizado, no Senado, Anthony Garotinho afirmou nesta terça-feira (16/12) que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), é responsável pelo maior esquema de corrupção já vivenciado no estado.

Segundo ex-governador e ex-secretário de Segurança Pública do Estado do Rio, a estrutura montada por Castro está ligada diretamente a desvios nas secretarias.

“O que existe hoje no Rio de Janeiro é uma relação criminosa que seria comandada pelo governador Cláudio Castro.

A captura do dinheiro acontece dentro das secretarias”, disse.

Ainda de acordo com Garotinho, o esquema não se limitaria a contratos administrativos tradicionais, mas incluiria mecanismos como incentivos fiscais, autorizações administrativas e negócios regulados pelo estado.

“É nas secretarias e em negócios como diferimento, incentivo fiscal e outras modalidades”, declarou.

O ex-governador apontou ainda que atividades econômicas dependeriam do pagamento de propina para obter autorização de funcionamento.

“Para colocar um posto de gás no Rio de Janeiro, tem que pagar R$ 500 mil. Se não pagar, não autoriza, não tem licença”, disse.

Segundo ele, a prática evidenciaria um modelo de corrupção institucionalizada, com controle sobre órgãos de fiscalização.

Garotinho comparou a gestão de Sérgio Cabral, cercada de escândalos e que culminou na prisão dele por esquema de propina, com a do atual governo, afirmando que o escândalo é ainda mais grave.

“Eu fiquei dois anos afastado achando que não ia ver nada igual ao que aconteceu no governo Cabral.

Mas isso é maior.

Na época do Cabral tinha Copa do Mundo, Olimpíada, obras do PAC.

Hoje, em proporção, é uma coisa impressionante”, denunciou.

Ele disse que é preciso intensificar as investigações e que a CPI do crime dá os primeiros passos.

“Se houver uma investigação séria, vai faltar cadeia.

Já falta.

Vai faltar presídio para autoridade.

A autoridade vai ficar no Bangu 8.”

A CPI do Crime Organizado investiga a atuação de facções criminosas, seus mecanismos de financiamento e eventuais vínculos com agentes públicos.

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