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PT afirma que convocação de ministros do STF sobre fraudes é provocação política

Deputado falou ao Correio após o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), solicitar nesta sexta-feira (30/1), uma audiência com o ministro Dias Toffoli, do Supremo
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 30/01/2026 19:13

O deputado Rogério Correia (PT-MG) criticou a tentativa da oposição de convocar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e familiares de magistrados para prestar depoimento no Congresso, classificando a iniciativa como uma provocação política do bolsonarismo.

Para o parlamentar, esse tipo de movimento busca enfraquecer o Judiciário e não contribui para o esclarecimento das fraudes envolvendo aposentados do INSS.

“Eu não vi nenhum requerimento formal, mas isso é mais uma provocação do bolsonarismo, uma ideologia que tenta enfraquecer o Supremo com esse ‘lero-lero’ de sempre”, afirmou.

Segundo Correia, o foco das investigações deve estar na responsabilidade das instituições financeiras e dos agentes públicos envolvidos na concessão irregular de crédito consignado.

A declaração foi dada ao Correio após o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), solicitar nesta sexta-feira (30/1), uma audiência com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele devolva os dados de quebras de sigilo de Daniel Vorcaro e do Banco Master ao colegiado.

Paralelamente ao pedido, os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) apresentaram na última quinta-feira (29) um requerimento para a quebra dos sigilos bancário e fiscal da esposa do ministro da Corte Suprema Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Na avaliação do deputado, o Banco Master deve ser investigado dentro do escopo das fraudes do INSS, especialmente para esclarecer sua atuação no crédito consignado.

Para isso, ele defende a oitiva de autoridades diretamente ligadas à regulação e às operações financeiras.

Entre os nomes citados estão o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ex-presidente do Banco de Brasília (Paulo Henrique Costa) e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

“Esses sim precisam ser ouvidos, porque estão vinculados diretamente a essas questões”, disse.

Rogério Correia também apontou o envolvimento de pastores e igrejas nos esquemas investigados e afirmou já ter apresentado requerimentos para que essas pessoas prestem depoimento.

Segundo ele, os documentos de quebra de sigilo do empresário Daniel Vorcaro são centrais para o avanço das investigações.

“Esses documentos vão mostrar, inclusive, indícios de lavagem de dinheiro em alguns locais, como igrejas, entre elas a Lagoinha”, afirmou.

Sobre o sigilo de documentos mantidos pelo STF, o deputado ponderou que a restrição só se justifica quando necessária para preservar investigações em curso, especialmente no âmbito da Polícia Federal.

Fora dessas hipóteses, defendeu a transparência.

“Se não for para resguardar a investigação, é evidente que os documentos têm que ser abertos”, declarou, citando a recente liberação de depoimentos pelo próprio Supremo.

O parlamentar também destacou medidas adotadas pelo governo para conter novas irregularidades.

Segundo ele, o INSS tem avançado no combate ao assédio bancário contra aposentados, com mudanças no aplicativo Meu INSS que permitem maior controle sobre o crédito consignado e margens de lucro menores.

Correia afirmou ainda que a devolução dos valores cobrados indevidamente está em fase final.

“As fraudes ocorreram entre 2019 e 2024 e agora estão sendo corrigidas.

Além de impedir novos descontos associativos, há um controle maior do crédito consignado e a devolução dos recursos aos aposentados lesados”, disse.

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