Alcolumbre rejeita recurso e confirma quebra de sigilo de Lulinha na CPMI
Presidente do Congresso mantém decisão da comissão do INSS após contestação de governistas, que apontaram erro na contagem de votos
- Categoria: Geral
- Publicação: 03/03/2026 18:09
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3/3) manter a deliberação da CPMI do INSS que determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A medida havia sido aprovada na semana passada em sessão marcada por divergências e questionamentos da base governista.
A decisão foi tomada após a análise de recurso apresentado por 14 deputados e senadores aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No documento, o grupo solicitava a suspensão imediata dos efeitos da votação, sob a alegação de falhas na condução do processo.
Os parlamentares sustentaram que o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), teria adotado uma manobra regimental para confirmar os requerimentos.
Segundo o recurso, a contagem dos votos foi feita de forma incorreta, desconsiderando manifestações contrárias que, de acordo com a base, somariam maioria.
Viana nega qualquer irregularidade.
As quebras de sigilo foram aprovadas na quinta-feira (26/2), a partir de pedidos apresentados pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
A votação ocorreu de maneira simbólica, sem registro nominal, o que intensificou os questionamentos posteriores.
Ao abrir a deliberação, Viana solicitou que os parlamentares contrários se manifestassem.
Ele registrou sete votos contra os requerimentos, afirmando ter considerado apenas os membros titulares da comissão e desconsiderado suplentes.
Com base nessa contagem, declarou aprovadas as quebras de sigilo.
Governistas, porém, afirmam que havia 14 votos contrários e que o resultado proclamado não refletiu a maioria presente.
Lulinha passou a ser alvo da comissão após investigados por supostos desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) citarem um possível vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
A CPMI apura irregularidades envolvendo descontos e operações financeiras ligadas ao órgão.
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