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Rio de Janeiro pode ter duas eleições para governador

STF marcou para o 8 de abril a decisão sobre formato da escolha do substituto de Cláudio Castro
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 31/03/2026 04:39

A pouco mais de seis meses para as eleições gerais deste ano, o Rio de Janeiro pode enfrentar uma situação incomum: a realização de duas eleições para o governo do estado.

Além do pleito regular de outubro, os fluminenses podem ser convocados antes às urnas para escolher quem assumirá um mandato-tampão após a renúncia do governador Cláudio Castro (PL).

A definição sobre como essa escolha será feita deve sair no próximo dia 8 de abril, quando o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar o caso.

Há dois cenários em disputa.

Se prevalecer o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a eleição será indireta, feita pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), com os deputados estaduais escolhendo o novo governador para cumprir o restante do mandato.

Por outro lado, se o STF seguir precedente da própria Corte, a eleição deverá ser direta, com votação aberta à população.

Nesse caso, os eleitores iriam às urnas antes de outubro para escolher o governador-tampão, que ficaria no cargo até a posse do eleito no pleito regular.

Na última sexta-feira (27/3), o ministro Cristiano Zanin suspendeu as eleições indiretas que estavam previstas e determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, permaneça no comando do Palácio Guanabara até a definição das regras.

Cláudio Castro renunciou ao governo um dia antes de ser condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

O ex-governardor está inelegível por oito anos.

Ele, no entanto, afirma que deixou o cargo para se dedicar à pré-campanha ao Senado, enquanto adversários avaliam que a saída buscou influenciar o processo sucessório.

A decisão da Justiça Eleitoral também tornou inelegíveis nomes da linha sucessória, como o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil).

Com isso, o comando do estado passou ao presidente do TJRJ, que permanece no cargo até a decisão final do STF.

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