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Trump diz que Brics "acabará muito rápido" se ameaçar o dólar

Durante evento nesta sexta (18/7), presidente dos EUA criticou a tentativa do bloco de criar moeda própria e reforçou ameaças de retaliação econômica
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 18/07/2025 23:05

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar os países do Brics, nesta sexta-feira (18/7), durante um evento sobre criptomoedas.

O republicano reafirmou sua oposição à criação de uma moeda própria pelo grupo de nações emergentes e ameaçou impor uma tarifa de 10% a todos os países que fizerem parte do bloco.

 Segundo ele, a iniciativa representa uma tentativa de enfraquecer o domínio do dólar nas transações internacionais.

"Quando ouvi falar desse grupo dos Brics, basicamente seis países, fiquei muito, muito chateado.

E se eles realmente se formarem de forma significativa, isso acabará muito rápido.

Estou comprometido com a preservação da liderança global do dólar.

Eles querem dominar o padrão do dólar?

Nós vamos responder", disse.

O Brics atualmente é composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã.

Desde o ano passado, o grupo discute a criação de um sistema de pagamentos baseado em moedas locais como forma de reduzir a dependência do dólar, uma proposta defendida pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Esta não é a primeira vez que Trump reage com ameaças ao avanço do bloco.

No início de julho, ele já havia anunciado a intenção de taxar os países do Brics em 10% como forma de retaliação à suposta "política antiamericana" adotada pelo grupo.

Em nova publicação nesta sexta na rede Truth Social, Trump reforçou que "não haverá exceções" à medida.

"Qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do BRICS pagará uma tarifa adicional de 10%.

Não haverá exceções a esta política.

Obrigado pela atenção!", escreveu.

Durante seu discurso na Casa Branca, o republicano ainda ironizou a Cúpula do Brics, realizada entre os dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro, dizendo que "quase ninguém apareceu" após suas ameaças.

Em resposta às ameaças anteriores de Trump, o presidente Lula afirmou que não acha uma coisa muito responsável e séria que um chefe de Estado do tamanho dos EUA, fique ameaçando o mundo através da internet.

Apesar das declarações incisivas, Trump não detalhou que medidas concretas tomaria caso os países avancem na criação de uma nova moeda comum.