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Manifestantes ocupam embaixada dos EUA contra tarifaço e a favor da soberania

Ato reúne movimentos sociais, parlamentares e sindicalistas em Brasília para denunciar interferência norte-americana e reforçar apoio ao STF; reportagem exclusiva traz falas inéditas de Dandara, Alid Rabah, Aécio Ayres e Geovane Silva
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 01/08/2025 16:09

Na manhã desta sexta-feira (1/8), manifestantes se reuniram em frente à embaixada dos Estados Unidos, no Setor de Embaixadas Sul em Brasília, para protesto contra o tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil e em defesa da soberania nacional.


O ato, convocado por movimentos como a Frente Brasil Popular, a CUT-DF e o Povo Sem Medo, integra o Dia Nacional de Mobilização e denuncia o avanço do imperialismo norte-americano e a tentativa de deslegitimar instituições brasileiras.

Com cartazes e faixas, os manifestantes gritavam palavras de ordem.

A deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) esteve presente no ato.

Ela criticou as sanções impostas pelo governo americano contra o Brasil.

“A soberania do Brasil precisa ser respeitada. Imagina se fosse o contrário, se o Brasil aplicasse sanções a ministros dos EUA?

Isso jamais seria aceito”, afirmou.

Ela também criticou duramente o deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

“É um absurdo.

Ele quer manter salário, gabinete e assessores numa missão contra o povo brasileiro", criticou.

Para o presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL), Ualid Rabah, o protesto evidencia a reação a um ataque inusitado.

“Os Estados Unidos querem voltar a ser os donos do mundo, mas o Brasil e soberano.

Somos um país livre", frisou.

O Brasil cresce nos BRICS e isso atormenta os EUA.

Querem impedir que sejamos uma potência soberana e pacífica”, declarou.

Já o vice-presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Aécio Ayres, apontou os EUA como promotores de guerras e devastação.

“Eles lucram com mortes.

O Brasil é um país da paz e da produção.

Querem tomar nossas reservas minerais, mas o povo acordou”, disse.

O secretário-geral do PT-DF, Geovane Silva, reforçou o apoio às instituições brasileiras. “Somos contra a intervenção dos EUA no STF.

O Supremo está cumprindo seu papel constitucional de investigar e defender a democracia.

Não aceitaremos interferências.”

O ato ocorre no mesmo dia em que entraria em vigor a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida adiada para o dia 6 de agosto.

Mesmo assim, os organizadores mantiveram a mobilização como forma de repúdio simbólico e político à postura da administração Trump.