Notícias

Prisão de Bolsonaro é vingança de Moraes, diz Flávio Bolsonaro

Publicação de Flávio foi o que motivou a prisão determinada pelo ministro do Supremo. Senador se diz indignado com a decisão
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 04/08/2025 19:46

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, nesta terça-feira (4), que a decisão de colocar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar é uma "vingança" do ministro Alexandre de Moraes (STF) por ter sido sancionado pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky.


“Era tudo o que Moraes queria: se vingar do presidente Bolsonaro.

Ele está concretizando mais um desejo seu, maissatisfação pessoal sua de colocar em prisão domiciliar a maior referência de todos nós na política do Brasil hoje, numa clara vingança às sanções que ele sofreu da Lei Magnitsky”, disse o parlamentar em entrevista à CNN.

O filho do ex-presidente foi o pivô da ordem de prisão.

Foi por causa de um vídeo publicado por ele em suas redes sociais que Moraes determinou as novas restrições.

O vídeo mostrava Jair Bolsonaro falando por telefone aos manifestantes bolsonaristas que foram às ruas no domingo.

“Recebo essa notícia com muita indignação.

É mais um capítulo triste na história do Brasil e nós estamos agora oficialmente numa ditadura, onde uma única pessoa sozinha decreta a prisão de um ex-presidente da República.

Uma pessoa honesta, uma pessoa correta”, disse Flávio Bolsonaro.

Na decisão, Moraes disse que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas a ele, como a de utilizar redes sociais por meio de terceiros.

O motivo foi uma publicação, feita por Flávio, que mostra o ex-presidente falando a apoiadores que foram às ruas no domingo (3).

“O flagrante desrespeito às medidas cautelares foi tão óbvio que, repita-se, o próprio filho do réu, o senador Flávio Nantes Bolsonaro, decidiu remover a postagem realizada em seu perfil, na rede social Instagram, com a finalidade de omitir a transgressão legal”, escreveu o ministro.

Moraes citou, em sua decisão, que o ex-presidente já havia descumprido a decisão em 21 de julho, quando falou com jornalistas na Câmara dos Deputados.

Nos dias seguintes, o ministro se manifestou sobre o descumprimento. Decidiu não punir Bolsonaro, mas prometeu que um novo descumprimento ensejaria prisão imediata.