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PF indicia senador Marcos do Val, que deixa de usar tornozeleira eletrônica por decisão de Moraes

Parlamentar segue proibido de deixar o país após descumprir cautelares em viagem aos EUA
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 29/08/2025 22:20

A Polícia Federal indiciou o senador Marcos do Val (Podemos-ES), investigado por obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime.

O relatório está sob sigilo, mas a informação consta em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicada nesta sexta-feira.

Na decisão, Moraes revogou parte das medidas cautelares impostas ao senador.

O magistrado determinou a retirada da tornozeleira eletrônica, o fim do recolhimento domiciliar noturno e o desbloqueio de bens, salários e redes sociais do parlamentar.

Apesar disso, Moraes manteve a apreensão dos passaportes de Do Val e a proibição de deixar o país.

A decisão foi tomada após o retorno do senador ao Brasil, depois de uma viagem aos Estados Unidos em julho que havia descumprido determinações anteriores do Supremo, e do afastamento temporário do mandato, autorizado pelo Senado por motivos de saúde.

Com a nova decisão, o senador recupera acesso às suas contas bancárias, ativos financeiros, veículos, imóveis e perfis em redes sociais como Instagram, Twitter e YouTube.

Moraes, no entanto, fixou multa de R$ 20 mil por postagem em caso de reincidência em publicações de conteúdo considerado desinformativo ou de ataque às instituições democráticas.

Do Val também pediu licença do mandato no Senado.

O ministro destacou que a revogação parcial das medidas cautelares se justifica porque o afastamento do mandato reduz a possibilidade de influência de Do Val nas investigações.

Ele também registrou que o senador declarou respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito em ofício encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

As medidas contra Marcos do Val foram impostas no âmbito de inquérito que investiga a trama golpista e envolvem também Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo Raposo, todos já indiciados pela Polícia Federal.

Em nota, a defesa de Do Val disse que "recebeu com satisfação a decisão".

"Desde o início, manteve-se a convicção de que tais medidas eram desproporcionais e afrontavam a Constituição.

Seguiremos vigilantes e firmes na defesa das garantias individuais", afirmam os defensores.

Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ed Raposo não se maifestaram.

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