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Tarcísio promete indulto imediato a Bolsonaro

Governador de SP diz que perdoaria o ex-presidente "no primeiro ato" caso chegasse ao Planalto e acusa Justiça de parcialidade
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 01/09/2025 18:39

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou na sexta-feira (29/8) que, caso fosse eleito presidente da República, seu primeiro ato seria conceder indulto a Jair Bolsonaro (PL).

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar e pode ser condenado a até 43 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, declarou Tarcísio em entrevista ao Diário do Grande ABC.

A fala ocorre poucos dias antes do julgamento de Bolsonaro, que terá início nesta terça (2/9) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar da declaração, o governador negou intenção de disputar a Presidência em 2026.

“Eu não sou candidato à Presidência, vou deixar isso bem claro.

Todo governador de São Paulo é presidenciável pelo tamanho do Estado, mas na história recente só Jânio Quadros e Washington Luís chegaram à Presidência”, afirmou.

Em julho, Tarcísio já havia defendido que “qualquer candidato de centro-direita” deveria perdoar Bolsonaro, caso ele fosse condenado.

Outros governadores também se manifestaram em defesa de um possível indulto.

Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, ambos pré-candidatos ao Planalto, sinalizaram que adotariam a medida em eventual governo.

Na mesma entrevista, Tarcísio voltou a criticar a atuação do Judiciário, afirmando não acreditar nos elementos que sustentam a condenação do ex-presidente.

“Infelizmente, hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto”, disse o governador paulista.

Além do indulto, Tarcísio defendeu a possibilidade de uma anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de 2022.

Ele destacou que a medida já foi utilizada em outros momentos da história brasileira e pediu que o tema seja discutido no Congresso.

“Entendo que os presidentes da Casa têm que submeter isso à vontade do plenário, e não pode ter interferência de outro Poder”, completou.