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Todos os olhos voltados para Cármen Lúcia

Nos bastidores da Corte, aguarda-se da ministra uma contundente manifestação sobre os réus e contrária aos tópicos defendidos por Fux
  • Categoria: Geral
  • Publicação: 11/09/2025 07:25

Com o voto considerado surpreendente do ministro Luiz Fux, que foi na direção diametralmente oposta aos de Alexandre de Moraes e de Flávio Dino, a expectativa recai, hoje, para aquilo que Cármen Lúcia decidirá a respeito dos réus da trama golpista.

Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), ontem, enquanto a longa apresentação do magistrado causava perplexidade sobre aquilo que decidiu para vários temas, já se comentava que a ministra tende a rebater, ponto por ponto, as questões levantadas pelo colega de Primeira Turma.

A ministra, decana da turma, abre a sessão, que começa às 14h. Da mesma forma como Fux não permitiu apartes, o mesmo deve acontecer quando ela estiver lendo o voto.

Há a possibilidade, porém, que não apresente integralmente a decisão, a fim de abrir espaço para que Zanin possa fechar o julgamento e, na sexta-feira, o colegiado passe a debater a dosimetria das penas.

Entre os advogados, a expectativa é de que Cármen Lúcia vote pela condenação dos oito réus e que, assim como aconteceu com as decisões de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, deve ser uma decisão igualmente dura.

Porém, os advogados trabalham com a hipótese de que Zanin possa apresentar mais modulações àquilo que foi pedido pelo ministro-relator.

Defensor do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o advogado Paulo Cintra calcula que o voto de Zanin pode ser o verdadeiro "divisor de águas" no julgamento.

O defensor tem essa esperança porque, como o presidente da turma é um experiente criminalista de carreira, não deve encampar integralmente a tese de Moraes sem fazer ponderações na análise do mérito.

Com a divergência aberta com o voto de Fux, o advogados têm condição apenas de apresentar embargos declaratórios ao resultado do julgamento, que seria analisado na própria turma.

Porém, caso Zanin traga nova divergência ao colegiado, fica aberta a possibilidade para que os defensores apresentem embargos infringentes — o que levaria o caso ao plenário do STF. https://youtube.com/playlist?list=PLgyCfRLM8HwbWCa8eMesWbxfNis_K16Hv&si=9m_Xa0F4dXFyLnrI

(Com Agência Estado)