PEC segue na direção do arquivamento
PEC "significa proteger quem comete malfeitos, proteger quem usa um cargo político para cometer crimes".
- Categoria: Geral
- Publicação: 24/09/2025 08:35
A Comissão de Constitucional e Justiça do Senado deve colocar um ponto final, hoje, à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, a PEC da Blindagem, que propõe que apenas com aval da Câmara ou do Senado possam ser abertos processos criminais contra os parlamentares.
O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), incluiu a proposta como primeiro item da pauta e sinalizou que a tendência é de que seja integralmente rejeitada tal, inclusive, como já adiantou o relator da matéria, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Otto conversou com outros colegas e garante ter conseguido um número significativo de votos contrários à proposta segundo ele, 18 no colegiado e cerca de 50 no Plenário, caso a proposta consiga avançar.
Para o senador, as manifestações de domingo definiram o futuro da PEC.
"A voz do povo é a voz de Deus. Nunca vi, a não ser talvez nas diretas, muitos jovens nas ruas.
E vi agora, nessa manifestação espontânea.
Os jovens estão se levantando e entendendo que não pode retroceder a um passado obscuro", observou.
Ontem, parlamentares do PSol entregaram ao presidente da CCJ mais de 1,5 milhão de assinaturas contra a PEC.
O documento será protocolado para reforçar a pressão pela rejeição.
Da mesma forma, a seção do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil aprovou, por unanimidade, um parecer jurídico contrário à PEC.
O documento recebeu 116 votos favoráveis no Conselho Pleno e consolidou a posição da entidade contra o que classifica como "a volta de privilégios que ampliam a imunidade parlamentar e afrontam o princípio republicano".
O documento foi entregue pessoalmente a Alessandro Vieira pelo presidente da OAB-PR, Luiz Fernando Casagrande Pereira.
Entre os parlamentares, o repúdio à proposta é generalizado.
O senador Beto Faro (PT-PA) classificou-a como uma excrescência política, enquanto que a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) considera que a PEC "significa proteger quem comete malfeitos, proteger quem usa um cargo político para cometer crimes".
Mas isso não quer dizer que a proposta não tenha defensores.
Tal como o senador Dr. Hiran Gonçalves (PP-RR) .
"A atividade parlamentar só pode ser plena quando exercida sem receio de retaliação ou de perseguição", explicou. Outro defensor da PEC é o deputado Alberto Fraga (PL-DF).
"Votamos para restaurar as prerrogativas que tínhamos em 1988", afirmou. https://youtube.com/playlist?list=PLgyCfRLM8HwbWCa8eMesWbxfNis_K16Hv&si=gQ-prtzHrMYKlduo
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