Luís Roberto Barroso: "Perdão imediato é uma medida negativa"
Em entrevista ao Correio, o ministro comenta o período de dois anos à frente da instituição mais atacada pela onda extremista que atinge o Brasil. Afirma que o Supremo se uniu bem antes das ações antidemocráticas e está convencido de que o país evoluiu, mas precisa de uma reforma política
- Categoria: Geral
- Publicação: 29/09/2025 07:38
O ministro Luís Roberto Barroso encerra hoje a passagem na Presidência do Supremo Tribunal Federal com uma lista de realizações, algumas frustrações e uma página ainda a ser escrita.
Após dois anos à frente do cargo, ele passará o mandato ao ministro Edson Fachin convencido de que deu contribuições importantes ao Judiciário brasileiro, tanto no comando da Suprema Corte quanto na presidência do Conselho Nacional de Justiça.
Sobre esse último, Barroso se diz realizado com a adoção do Exame Nacional da Magistratura e as ações afirmativas para ampliar a presença de mulheres e de juízes negros.
Mas há questões ainda a resolver.
Barroso ressente-se de não ter ajudado mais o país a encontrar a pacificação dentro do ambiente democrático.
O seguidor do pensamento kantiano se diz otimista porque entende que o Brasil evoluiu no curso da história.
E que o julgamento da trama golpista tem um papel fundamental nesse sentido, pois rompe com a tradição de golpes, contragolpes e anistia. https://youtube.com/playlist?list=PLgyCfRLM8HwbWCa8eMesWbxfNis_K16Hv&si=3VU93kSJOa84be61
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